quinta-feira, 8 de maio de 2008

Os Hunos





Os Hunos eram nómadas de origem altaica, oriundos da região da Mongólia, na Ásia. Moviam-se com as suas famílias e com grandes rebanhos de animais domesticados e cavalos. Como não construíam casas, viviam nas suas carroças e também nas barracas que armavam nos caminhos que percorriam. Eram excelentes criadores de cavalos, adeptos de combates a cavalo e, eram amantes das batalhas e das pilhagens.
Devido à sua disciplina, mostraram-se imbatíveis, tirando todos do seu caminho. Outros povos mudaram-se para sair do caminho dos Hunos. Este efeito contornou Constantinopla e o Império Romano do Oriente e resultou na tomada do império Romano do Ocidente em 476, pelos Hérulos (chefiados por Odoacro) .
Os Hunos eram treinados desde infância, e alguns pensam que eles inventaram o estribo(instrumento crítico para aumentar o poder de luta).
Eles espalharam o terror nos inimigos devido à velocidade com que se movimentavam, trocando de cavalos várias vezes ao dia para manter a vantagem. Uma 2ªvantagem eram os seus arcos compostos recurvados «, muito superiores a qualquer coisa usada no Ocidente. Eram extremamente violentos e cruéis com os inimigos. A sua táctica essencial eram os ataques-surpresa relâmpago e garantir o terror. A principal fonte e renda dos Hunos era a práctica do saque aos povos dominados.
O melhor líder dos Hunos, Átila levou o Império ao seu apogeu, sendo responsável por muitas conquistas em guerras e batalhas.
O Império desintegrou-se após a morte de Átila em 453, com nenhum líder suficientemente forte para mantê-los unidos. Povos súbditos revoltaram-se e os próprios Hunos lutaram entre si pelo poder. Os Hunos desapareceram da história depois da invasão dos Ávaros.
Ana Alexandra (n.º1)

O Atila





Átila (406-453) foi o último e o mais poderoso rei dos Hunos. Começou a governar os Hunos a partir de 434 até à sua morte.
As suas conquistas estenderam-se da Europa Central até ao Mar Negro e do Báltico ao Danúbio. Durante o seu reinado, átila foi um dos maiores inimigos do Império Romano Oriental e Ocidental : invadiu duas vezes os Balcãs, esteve a ponto de tomar a cidade de Roma e chegou a Constantinopla. Marchou através da França até chegar a Orleães. Em 452, átila exigiu o seu casamento com Honória, invadindo e saqueando Itália. O seu exército pilhou numerosas cidades e arrasou totalmente Aquiléia, e conseguiu fazer o Imperador ValentinianoIII fugir da sua capital (Ravenna) para Roma. Átila deteve-se no rio Pó, onde recebeu o prefeito Trigécio, o cônsul Avieno e o Papa LeãoI, entre outros. Depois do encontro, foi-se embora sem reclamar o seu matrimónio com Honória nem os territórios que desejava. Apresentaram-se muitas explicações para este facto_ As espidemias e a falta de comida que coincidiram com a sua invasão, enfranqueceram o seu exército_ As tropas que Marciano enviou ao outro lado do Danúbio forçaram-no a regressar.
Quaisquer que fossem as suas rzões, Átila deixou Itália e regressou ao seu palácio além de Danúbio. Depois, planeou atacar novamente Constantinopla para exigir o tributo que Marciano deixou de pagar. Mas, a morte surpreendeu-o no início de 453. Prisco (historiador) deiz que certa noite, depois da celebração da sua última boda, sofreu uma grave hemorragia nasal que provocou a morte de Átila. Os seus homens, ao descobrir a sua morte, choraram-no cortando o cabelo e ferindo-se com as espadas, pois como diz Jordanes_”O maior de todos os guerreiros não devi ser chorado com lamentos de mulher nem com lágrimas, mas sim com sngue de homens.” Enterraram-no num sarcófago triplo (ouro, prata e ferro), junto com um pequeno livro que assinalavam as suas conquistas, e os que participaram no funeral foram executados para manter secreto o local do enterro. Ainda que o seu império tenha morrido com ele e não tenha


Prisco retrata Átila assim:
“ Baixo de estatura, de peito largo e cabeça grande; seus olhos eram pequenos, sua barba fina e salpicada de fios brancos, e tinha o nariz chato e a pele morena, mostrando a evidência da sua origem.”
Átila é conhecido na história e na tradição ocidental como o inflexível “ Flagelo de Deus” e o seu nome passou a ser sinónimo de crueldade e de bárbaro.
A descrição de um historiador bizantino da humildade e da simplicidade de Átila não oferece dúvidas sobre a admiração que lhe damos. Átila falava e escrevia perfeitamente o latim, falava o grego e outras línguas ou seja, tratou-se de um homem muito culto para aquela época. Temos classificado Átila como um “bárbaro” sem nos apercebermos que os Romanos chamavam assim a qualquer povo que não fosse romano ou romanizado, sem se importarem com o seu grau de cultura nem com o seu estado de civilização.

Curiosidade:
O nome de Átila poderia significar “Paizinho”, do gótico “atta” (pai), com o sufixo diminutivo “-la“. Poderia ser também uma forma pré-turca, de origem altaica. É possível que venha de “atta” e de “il” (terra, país), com o sentido de “terra paterna” ou “mãe pátria”. Atil era também o nome altaico do actual Volga, rio que talvez tivesse dado nome a Átila.


Ana Alexandra (n.º1)

quarta-feira, 30 de abril de 2008

OBJECTIVOS PARA O TESTE

São os seguintes os objectivos para este teste:
  1. Identifica os povos invasores da 1ª vaga.
  2. Refere os motivos que levaram a queda do Império Romano do Ocidente.
  3. Que reinos surgiram após a primeira vaga?
  4. Explica a importância do mosteiro na época medieval.
  5. Define: regra
  6. Que povos invadiram na 2ª vaga ( VIII-X)?
  7. Caracteriza o impacto destas invasões na economia.
  8. Porque se considera a sociedade medieval tripartida, hierarquizada e de ordens?
  9. Índica a importância do Clero.
  10. Define: dominio Senhorial
  11. Quais eram os poderes dos senhores?
  12. Quais eram as obrigações do Povo para com os senhores.
  13. Descreve o contrato de vassalagem.
  14. Define: moçarabe
  15. Qual foi a influência da Civilização Muçulmana na Península Ibérica?
  16. Por que motivo D. Afonso VI entregou o Condado a D. Henrique?
  17. Qual é a importância da baltalha de S. Mamede?
  18. Índica o significado do Tratado de Zamora e da Bula Manifestis Probatum

terça-feira, 15 de abril de 2008

A sociedade nos séculos IX a XII

A sociedade nos séculos IX a XII
A sociedade feudal era tripartida e constituída por três grupos sociais: O clero, a nobreza e o povo.
A estrutura social praticamente não permitia mobilidade, sendo portanto que a condição de um indivíduo era determinada pelo nascimento, ou seja, quem nasce servo será sempre servo.


O Clero

Basicamente, o Clero divide-se em Clero secular e Clero regular. O Clero secular depende directamente do Bispo e vive em paróquias. O Clero regular é constituído pelos religiosos que moram em conventos e pertencem às várias ordens e congregações.


A Nobreza

Ser nobre significava pertencer a uma família ilustre e ter privilégios especiais: - não pagar impostos; - ir à guerra só se quisesse e enviar os filhos, parentes e servos só caso o entendesse; - utilizar prados e campos baldios antes de mais ninguém; - julgar os criminosos que vivessem nos seus domínios; - vingar-se de qualquer ofensa do modo que se desejasse; - se cometesse um crime, o nobre só era julgado pelo rei ou por outro nobre de igual importância; - até ao século XIII, o nobre podia transformar homens do povo em nobres, armando-os cavaleiros. Estes privilégios mostram bem que a Nobreza era um grupo rico e poderoso. Porém, dentro da nobreza, não havia igualdade. As famílias nobres mais importantes possuíam grandes extensões de terra e o seu prestígio era quase idêntico ao do próprio rei. Alguns nobres usavam o título de conde, mas eram conhecidos sobretudo por barões. Com o tempo, muitas famílias nobres de menor importância conseguiram obter riqueza e prestígio suficientes para se igualarem a estes, devido à participação na guerra ou à influência junto do rei.
O Povo

Era uma classe da dividida em duas categorias de pessoas: os vilãos e os servos.
Os vilãos não eram nobres, mas eram livres, ainda a referir que entre eles havia os mais abastados, que tendiam pela riqueza e pelo comportamento a aproximar-se da nobreza, a que alguns chegaram a ascender. Não eram considerados escravos, mas também não eram livres. Eram considerados património do senhor, nobre ou religioso, para o qual tinham de trabalhar. Eram herdados, cedidos ou vendidos, juntamente com a terra onde viviam. Não podiam deixá-la. E, se por acaso tentassem fugir do feudo, ou libertar-se, podiam ser presos e punidos. Além disso, a condição de servo era hereditária: o filho do servo era servo do senhor de seus pais.
À medida que os séculos passaram os servos foram ascendendo à condição de homens livres, engrossando as fileiras dos vilãos. Contavam com a protecção do rei.



Trabalho realizado por:

terça-feira, 18 de março de 2008

Bemvindos


Este é o blog do 7º C da Escola Secundária Eça de Queirós.


Os nossos trabalhos vão estar a "vista" de todos! Os nossos Hi5 também!


Vamos procurar ter os blog sempre actualizados...se for possível!!


Obrigado pela visita,


7ºC